Pesa
no meu crânio
a rotina parnasiana
de ser rico
de ser feliz
de ser amado
e tombam minhas
pálpebras à beleza
do ser concreto.
Se me resgatam à
margem de minhas
aspirações,
que sou
afortunado e
insensato.
Planto meu discurso:
sois assim como eu,
desesperadamente cru.
Temerário,
sois branco e santo.
Minha conjugação de fé.
É oportuno meu amor
meu gozo
meu júbilo.

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