20.3.08

Livres Campos

Pesa
no meu crânio
a rotina parnasiana


de ser rico
de ser feliz
de ser amado


e tombam minhas
pálpebras à beleza
do ser concreto.


Se me resgatam à
margem de minhas
aspirações,


que sou
mesmo
afortunado e
insensato.


Planto meu discurso:
sois assim como eu,
desesperadamente cru.


Temerário,
sois branco e santo.
Minha conjugação de fé.


É oportuno meu amor
meu gozo
meu júbilo.

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