Esconde a tua cara embriagada,
e desobrigada
me tira do peito essa lança,
e descansa
do mau do meu corpo,
já morto,
que te impede a fuga covarde,
que invade
teu espúrio sentido de ser,
ao saber:
sou o fim do teu amor
como é lindo seu terror
Apaga de vez da memória,
a história
dos resquícios de vida que abrigo,
comigo
de quando vivemos felizes,
se dizes
que foram sofridos, em vão,
e não
destrói meu discurso a contento
se tento,
dizer não senti, se morri
viver só pra ti, não vivi
É o fim do meu lado,
assombrado
é o começo de tudo,
me iludo
pensando em te ter,
pra poder
com ódio em ti me vingar,
te matar
te amar
te roer
palavras contraditas
Há uma semana
