23.8.07

certeiro




Que dizem às horas no passo que passam,
que passam as horas, vigoram o passo.
Remetem à bunda, afunda sem peso,
pesa no tempo restante 'o pensante'.
Conluí sem pressa o passante,
digere sem garbo seu fardo,
[no tempo] imóvel,
[há tempos] que dizem?
[sem tempo] morre

22.8.07

o

elA apenaS mE tolerA. quandO comprO minhaS esquisiticeS soU sÓ umA feridA feiA demaiS parA seR expostA eM públicO. é poR issO quE elA mE maltratA. é apenaS poR issO

21.8.07

é ou não é?

Passo então ao que vim, posto que tempo não é brincadeira nem eu sou de coisa tola, ainda que as vezes muito embora a contragosto .

Não é este o caso, mas vos digo mesmo assim. Que sirva de alerta. Vai aí, tchê: sabias?

ora vejam só

4.8.07

Sob a mesa

Sou de quatro em quatro, que ardo e as vezes quebrado resisto. Que me expõem à atmosfera e quando e tanto que descubro mais de mim e dos meus. Soltei-me para arder antes do risco e do fogo.

post it

Que eu isso
às 14 aquilo
que devemos sem saber
que sabemos do dever

3.8.07

Moronguetá

Ontem a noite ela veio, enrolada em massa de pão com papel machê, desenrolamos e lemos o manual, não entendemos nada, perguntei como seria se verde fosse.

[silêncio]

Perguntei como ficaria se com aroma de bolinhas doces, argumentei das horas para ver se apressávamos o processo. Ponderaram e quase concordaram os senhores e as senhoras.

Ainda antes de terminarmos a segunda leitura, mais atenta, mais inteligente e com as cortinas abertas, alguém a sacudiu.

[ruído quase inaudível]

Enfim um sinal. Ainda sem compreender o que se passara ali, nos abraçamos, nos congratulamos, nos amamos e desejamo-nos boas coisas. Moronguetá.

Vieram e a levaram [ainda enrolada em massa de pão]. Tornamos a nos abraçar. Risos de criança para comemorar o feito.